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quinta-feira, 5 de março de 2009

Mil lugares.
Eu escrevo aqui e as palavras ecoam. Ninguém me lê mais porque sim. Não vivo de explicação coisa alguma. As coisas que devem ser explicadas e o entendimento acontece quando deve acontecer; por gestos, olhares, suspiros.
Lágrimas usadas assim.

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

Coisas que eu queria

-60 reais
-Emprego
-Paz
-Bíquini rosa e branco (branco e rosa não vale)
-Uma empregada que fizesse comida
-Paciência
-Sapiência
-Computador
-Dar adeus à sensação bocejo.


Pronto. Se eu tivesse uma lista de 9 ítens eu seria mais feliz.


Deus eu preciso me organizar.

quinta-feira, 16 de outubro de 2008

Eu não sei o que dizer, o que fazer, o que criar, do que cuidar, como resolver, como me curar, o que ouvir, como para de fazer draman, como melhorar, não sei fazer sentido nem me virar sozinha quando tenho todo mundo.
Eu só sei aguentar e esperar passar. E não é todo mundo que aguenta. Muitos desistem. E eu sigo sozinha.

terça-feira, 7 de outubro de 2008

É que a música que eu fiz hoje era pra ti.
Mas era segredo.

Me diz se posso apagar todos os meus pecados, todos os meus deslizes, todos os meus erros, se tudo o que eu quero lembrar enfim, aconteceu tão recentemente, e nada mais importa?

sábado, 4 de outubro de 2008

COMPLETAMENTE sem nexo e cheio de confusão. Ou Minha vida anda tão completa e vazia.

Além de tudo, ele tem uma varanda.
E ele vem, me leva pra varanda e fica tocando violão, me olhando com aqueles olhos e deixando eu não falar o tempo que eu precisar, o tempo que eu quiser.
Que foi anjo?
É estranho demais, surgir alguém que preencha tudo. Nada específico, só o tudo.
Que me faça sentir aquele aperto na garganta, aquele frio na barriga, aquele calor no coração.
Que faça todas as músicas de amor ficarem no vácuo, simplesmente não explicando o que realmente significa.
Que faça tudo ter um sentido temporário, ou não.
Que seja não uma válvula de escape, para onde eu corra quando tudo esteja espatifado. Mas amor a mais, felicidade a mais. Que complete, que some e não que simplesmente seja a razão. É razão a mais.



Ei! Os minutos voltaram a me obedecer.

(Fim da parte alíviada.)

COMPLETAMENTE sem nexo e cheio de confusão. Ou Minha vida anda tão completa e vazia.

Hoje eu quero ir prum lugar alto de novo.
Bem alto. Uma varanda alta. Bem alta.
Normalmente quando as coisas embaralham, esculhambam e tudo o mais, eu quero subir. Talvez por estar no baixo demais e precisar de um equilíbrio, talvez porque o ar seja mais rarefeito e eu goste de respirar menos, de ter mais dificuldade.
Certas épocas da vida, como essa, possuem um contraste que deixam os problemas todos COMPLETAMENTE evidentes. E tudo machuca. Porque eu fico sabendo realmente onde dói, porque dói.
É quando as músicas se repetem, o silêncio senta ao lado e fica te olhando, com aquela cara de silêncio, de quem tem todas as respostas mas não pode contar, é segredo, você tem que descobrir tudo sozinho.
Cansa muito.
Eu, que já não ando conseguindo fazer muita coisa, caio pro buraco do coisa alguma. E lá meu amigo, lá as coisas pioram muito. É uma avalanche de dores que não se consegue expressar, e minha vida cheia de gritos e choros (internos) invalida-se completamente, perdendo ainda mais a utilidade, o brilho, a importância, o significado. Meu peito se auto-estraçalha na inércia, no frio, num mundo de sensações inexplicáveis e redundantes.
Não, eu não tenho porquês. Nem quero. Não se explique, não para mim. Quem não entende, não importa.
Eu quero meu lugar alto, escuro, alcóolico e doce.

(Fim da parte desesperada.)

quarta-feira, 10 de setembro de 2008

Todas as músicas de amor se misturam, mas ainda assim nada explica.

Assentamento ou Construindo Perfeição , 10 de Setembro de 2008 - Manhã.

Perfeição é construída com o tempo. Aprende-se detalhes, nuances, métodos e se constrói do jeito que realmente se quer.
Abdico de direitos legítimos para construir lentamente algo que pretendo tornar atemporal.
Se não houvesse o conceito de dor, o conceito do verbo "passar" seria desnecessário. Sem vazio não há a diferença entre o preenchido ou não.
Certa noite eu me tranquilizei por ter achado essa nova espécie de constância. Não quero mais uma vida efêmera de idas e vindas. Mas também não quero pouco. Quero uma explosão constante, qua continue acontecendo até que eu resolver que chegou. Até lá pode continuar explodindo.


Que tal se parassemos de nos preocupar com a perfeição e fazer só amor?

;*

Sem Título, 9 de Setembro de 2008 - Manhã

Por que?
Abstinência aliada à quereres desesperados e dúvidas massacradoras poem a baixo todas as pilatras de qualquer um-eu. Não sei abdicar de mim, afinal no fundo no fundo eu sempre terei só a mim, não posso me perder de mim.
Nem sei se é, se não, se foi, só sei que os olhos doem e eu não sei o que fazer com essas dores poéticas. O jeito é deixar passar.



É que quando dói atrás da cabeça, ah, aí piora, é aquela vontade de ir embora, mesmo, seco, dando satisfações a quase ninguém.
É mais ou menos um complexo, uma compulsão. Eu Sempre Quis Ir Embora.
Pro Ceará, de brinco na orelha e montada num cavalo, Alazão.

Sem Título, 8 de setembro de 2008 - Manhã

Não lembro exatamente se sempre tive esse receio ou se ele veio em algum pedaço do caminho e grudou em mim como sombra, velcro ou sei lá o que.
Logo eu que sempre defendi o impulso.
Intensa, intensa. Mas fiquei ainda mais urgente. E se me desobedeço, ah, a agonia cobre e o céu da boca dói.
Qual a diferença exata entre viver até o limite e viver no limite?

sábado, 30 de agosto de 2008

segunda-feira, 18 de agosto de 2008

Aiai.

Eu tenho que parar de me importar.
Eu tenho que parar de me importar.

Valeuaêirmão.

quarta-feira, 13 de agosto de 2008

E agora eu fico chorando e enxugando tudo com as minhas novas unhas enormes.
Ai mãe. Eu não sei mais. Eu só sei ir até a beira do abismo.

Eu só sei fazer as coisas darem errado.

É um meio medo secreto de ser feliz demais, e consequentemente me foder demais em seguida. Isso acontece demais demais.

E eu choro de novo.
Agora com glamour nas mãos.

segunda-feira, 4 de agosto de 2008

Lourdes Modesto, Hoje, 8:00 am.

Felicidade solitária vira tristeza.
Tristeza solitária passa.
A solidão é só um momento de transição. Involutária e independentemente, vi os sentimentos escorrendo para aquele canto do mundo onde as coisas se perdem.
Eu preciso distinguir e nomear os sentimentos que eu invento e que só existem por aqui.
Parar de me preocupar com isto e voltar a sentir.
Devo para de sentir saudades dos tempos loucos e inconsequentes.
Transição, transição, transição é uma doença. E não existe atestado, analgésico ou anestésia para isso.
Eu odeio transições.
Eu sou transitiva.
Eu não me acostumei nem comigo, nem com as minhas transições.
I need a drink but the well has run dry.
Dor nos olhos de insatisfação. Com tudo não. Com a falta que me acostumar com tudo me faz. Uma maré que aumenta saudora e um dia diminuirá.
Só a música salva.
Só o café salva.
Só eu me salvo do meu jeito.
Dor poética. Dor. Dor. Dor. Dor.
Eu preciso muito. É só isso. Abstinência. Se usa muito, gasta-se. Quando se para de usar, sente-se falta.

domingo, 27 de julho de 2008

Explicação para todos os Eles

Meus bens,
Eu não posso amar vocês. Eu não sei amar vocês. Eu desaprendi a amar daquele jeito com o último que eu amei daquele jeito. Você veio todo cheio de inquietações e eu enlouqeci tanto que cheguei a pensar que fosse o único. Não foi. Mas foi o último desse jeito que você sabe. A gente precisa jogar o tempo todo, meu bem assim eu não quero. Mil regras para respeitar, mil lugares para não pisar, outros mil para pisar de levinho. Gastei toda a jogatina com você, o último que precisava de regras. Sabe, meu bem, eu não gosto de regras, só das minhas. E tinha de tudo lá, menos minhas regras. Naquela época eu ainda sentava, e ficava observando, e aprendi a te dar rasteiras rapidinho. Hoje eu domino as rasteiras como ninguém, aprendi com você. E olha que você se repetiu três vezes. Hoje eu sei dar rasteiras profissionais. Mas não sei mais amar não. Não daquele jeito. A impaciencia deu lugar à imparcialidade. Uma imparcialidade violenta e suja, como as regras de todos os jogos que você criava com a nossa vida. Não meu bem, não que você tenha feito mal, mas agora eu não tenho mais no que me apoiar. Faz muito tempo. Agora eu me tornei você. Um pedaço de você. E você virou eu. Vocês viraram eu meus bens. Têem a jovialidade da paixão que eu tive, mas eu não tenho mais. Feri todos os depois, durantes e antes. Por jogo de cintura em excesso, por racionalidade em excesso, e me aposentei dessa vida.
No início era contínuo, com pausa de, no máximo, 3 meses entre cada um. Foram 4 anos da mesma rotina. Depois o processo me incomodou ativamente por um ano que quase não passou. Cansada, a rotina cessou por dois longos anos. Retornou aos poucos fingindo-se de desentendida, e então descobri que não me esforço em alimentá-la, não mais. Os intervalos foram aumentando, as compulsões passando. Se acabar, acabarão as inquietações os temores, mas também acabará meu combustível. Que farei eu sem rotina meu bem? Sem combustível, se agora você me diz que nem eixos regem a vida? Você também tira meus eixos, assim, de graça (?). Eu poderia chorar também. Mas eu parei de chorar por essas coisas. Quem doma meu choro é a raiva, mas eu não tenho raiva. Eu tenho inércia amorosa. Perdendo oportunidades de amores que vêem do horinzonte por pura inércia. Os sentidos todos apitam, quando vêem ao longe alguém que possa ser. Mas o tempo dos meus bens passou.
Fico aqui, então, eu, meu café, os Floyd, a Janis, meus livrinhos, mais café e todas as lembranças dos tempos mor de amor, e todas as músicas que eu lembrar, que me fazem vibrar e fazem minha garganta doer e sentir falta do céu da boca tilintando, indicativo de pequenas felicidades passageiras.
Faz muito tempo.



Faz tanto tempo meu bem, que se eu soubesse, faria um livro triste de poesias.